Assista a apresentação do prefeito Paulo em Brasília sobre a saúde
Foz do Iguaçu foi destaque em Brasília durante o XXVII Congresso Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, promovido pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems). O prefeito Paulo Mac Donald foi convidado para apresentar as experiências bem sucedidas na saúde implantadas em Foz do Iguaçu e as novas propostas para a gestão do setor. Na condição de vice-presidente de saúde da Federação Nacional de Prefeitos, Mac Donald falou também sobre a aplicação das modernas tecnologias para dar agilidade e mais qualidade do atendimento ao cidadão.
O evento reuniu mais de 4.700 participantes, entre gestores, profissionais, técnicos, usuários, educadores e pesquisadores da área de saúde de todo o Brasil para debater a “Saúde no Centro da Agenda de Desenvolvimento do Brasil e a Ampliação e Qualificação do Acesso do Cidadão ao SUS”.
Já considerado um dos maiores eventos sobre saúde pública da América Latina, o Congresso do Conasems contou com mais de 140 atividades entre oficinas, seminários, cursos, lançamentos de publicações, painéis, mesas redondas e Café com Idéias abordando diversos temas ligados a saúde pública e as políticas de saúde, ao SUS e principalmente, a gestão municipal de saúde. Dentre as autoridades estiveram o ministro da saúde, Alexandre Padilha e outros representantes do governo federal das áreas de Planejamento, Gestão, Orçamento e assistência à saúde.
O secretário municipal de saúde de Alexandre Kraemer e o vice-prefeito Chico Brasileiro acompanharam Mac Donald na apresentação que abordou fortalecimento da atenção básica; estrutura física; organização do atendimento ao usuário; indicadores de resultados; sistema de diagnóstico; e informatização.
Na primeira abordagem o prefeito avaliou o que se pode fazer para melhorar a saúde nos municípios brasileiros e citou alguns projetos de Foz como exemplo. “Está certo os municípios jogarem a culpa em recursos e outros fatores para explicar a situação da saúde? Nós fomos buscar no conhecimento e na moderna tecnologia uma solução, e conseguimos. Hoje temos um sistema informatizado e estamos implantando raios-x digitais, o que reduzirá custos e o tempo do diagnostico. Outra coisa inevitável são as máquinas para exame de sangue. Com este sistema, a economia é de R$ 1 milhão por ano”.
Plano prevê agilidade nos exames laboratoriais
Como funciona hoje: Coleta de material para exames é semanal nas unidades de saúde; leva 15 dias para sair o resultado; 40% não buscam resultados; e 80% a 90% dos exames são negativos. O projeto do Município em fase de estruturação prevê coleta de sangue diariamente em todas as unidades de saúde a partir das 7h. Um auxiliar de enfermagem tira o sangue do paciente, um veiculo com rota definida leva para o laboratório central que realiza o exame e emite o resultado em duas horas.
O sistema utiliza tecnologia moderna com equipamentos de última geração que processam grandes quantidades de exames em pouco tempo. Para exames de bioquímica, imunologia e hormônios a capacidade é de 850 exames por hora; e o hemograma 120 exames por hora cada equipamento. As máquinas lêem o código de barras dos exames e enviam o resultado direto ao computador do médico. “O exame chega para o médico pela internet, na tela do computador que fica na mesa do consultório. O médico então faz o diagnóstico e emite a receita. O paciente pega o remédio na farmácia da unidade indicada e inicia o tratamento certo. Isso evita o tempo de espera, que antes era de quinze dias e também evita o tratamento inadequado”, explicou o prefeito Paulo Mac Donald.
A resolutividade no atendimento ao cidadão é bastante considerável. “Com esse sistema de coleta de sangue e com os equipamentos digitais no laboratório central, os resultados estarão nas unidades até às 10h do mesmo dia da coleta. Estamos falando de um universo de 90% dos exames solicitados nas unidades. Quanto aos outros exames, fezes e urina o resultado sai em 24 horas e na hemocultura, quando positivo, o resultado sai em dois dias – no modelo atual demorava sete. Além da demora, o paciente tinha que buscar o resultado e reagendar a consulta. Atualmente 40% dos pacientes sequer buscam os resultados seja por causa da demora ou outros fatores”, argumentou o prefeito.
Ampliação do horário de atendimento
Durante a apresentação em Brasília nesta semana o prefeito Paulo Mac Donald lançou o projeto de reescalonamento dos horários das equipes do Programa Saúde da Família. Pelo novo modelo as unidades passam a atender das 7h às 19h inclusive no sábado, sem intervalo para almoço e com o médico e as equipes cumprindo a mesma carga horária atual. São dois médicos de PSF em cada unidade, cada um cumprindo seis horas por dia. Isso traz a vantagem da expansão do horário de atendimento e o médico consegue horário para atuar em clínicas particulares ou abrir o seu consultório. “O que muda é a distribuição dos horários”, disse Mac Donald.
Como funciona hoje
No modelo atual os dois médicos trabalham no mesmo horário 7h 30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30, salvo algumas exceções na variação de horário. Cada médico com a sua equipe atende uma determinada área populacional do bairro, inclusive com separação por ruas.
Qual é a proposta
No modelo proposto uma equipe com um médico trabalha pela manhã – das 7h às 13h; e o outro médico com a sua equipe de PSF trabalha das 13h às 19h. Nesse caso acaba a divisão da área e a equipe que estiver no horário atende todos os pacientes da região coberta pela unidade. Nas unidades de maior densidade populacional onde atuam até quatro equipes a escala segue o mesmo critério sendo duas no período matutino e duas equipes no vespertino.
Os sábados ficam reservados para os programas de prevenção como diabetes, preventivo do câncer, hipertensão e saúde do homem. Com este ajuste, ainda sobram 4 horas por semana a serem cumpridas pelos médicos nas UPA´s 24 horas. Existe a flexibilidade de uma equipe trabalhar no sábado em tempo integral, enquanto a outra tira folga, fazendo então um sistema de rodízio. O horário disponível para o cidadão na unidade passa a ser de 160 horas mês para 288 horas/mês.
De acordo com o secretário municipal de saúde, Alexandre Kraemer, mentor do novo sistema, das 24 unidades atendidas pelo PSF, 10 já aderiram e devem começar com a nova escala na próxima segunda-feira, dia 18. Nas demais unidades o secretário está em conversação com as equipes.
Raio X Digital
A prefeitura já possui equipamentos de raio X digital funcionando no Hospital Municipal, Centro de Especialidades e nas unidades 24 horas. As vantagens principais são de redução do tempo de espera e economia. No sistema convencional funcionavam dois equipamentos (um no CEM e outro no PA Morumbi) com capacidade para 4 mil exames/mês. Os custos chegavam a R$ 66 mil/mês com filme, revelador, fixador, 10 funcionários e manutenção preventiva. O convencional apresentava outros problemas como 15 dias para laudo, 30% dos pacientes não buscam resultados, além de extravio dos filmes revelados e necessidade de maior equipe.
Agora o sistema está projetado para cinco equipamentos de raio X digital com capacidade para 16 mil exames/mês (o triplo do convencional) e custos mensais de R$ 76,9 mil. A média de custo caiu de R$ 16,50 por exame para R$ 4,99 e o laudo sai em 10 minutos na tela do computador do médico. “Tenho visto muitas pesquisas no Brasil mostrando a saúde como o maior problema no país. Nós estamos prontos para enfrentar com os recursos que nós temos, usando a nossa imaginação, o conhecimento e a tecnologia que existe no mundo, e usando recursos de administração moderna e principalmente, pensando no usuário”, destacou Mac Donald.
Sistema de meritocracia na saúde
Outro tema abordado pelo prefeito foi a implantação da avaliação por desempenho através do sistema da meritocracia. “Porque não estimular o funcionário e sugerir a utilização de metas?” Por este modelo o servidor que se dedica e cumpre as metas ganha mais. “Já aplicamos esse sistema na educação e os resultados são fantásticos” - no IDEB Foz do Iguaçu atingiu a meta de 6.2 índice antes previsto só para 2020.
Para a saúde foram criados critérios de avaliação com 13 itens como indicadores de resultado que vão apontar o cumprimento das metas. São eles: Satisfação do usuário; Índice de encaminhamentos aos especialistas; índice de usuários que procuram os pronto-atendimentos para assistência ambulatorial; índice de solicitação de exames complementares; cobertura de puericultura para crianças menores de 01 ano; cobertura de pré–natal; cobertura de prevenção do câncer de colo uterino; cobertura de prevenção do câncer de mama; cadastramento de 70% dos diabéticos no hiperdia estimados para a área; cadastramento de 70% dos hipertensos estimados para a área; cobertura de saúde bucal; detecção de sintomáticos respiratórios; e visita domiciliar.
Números da cota SUS
Durante a apresentação o prefeito Paulo Mac Donald falou ainda sobre a defasagem da tabela SUS, em que Foz recebe valores bem menores quando comparados com outras cidades. No Paraná, todos os municípios-pólo recebem valores bem maiores. Maringá recebe R$ 22,86 por habitante/mês; Campo Mourão R$ 19,47; Londrina R$ 23,36; Curitiba R$ 21,19; Pato Branco R$ 29,16; e Foz do Iguaçu R$ 13,28 por habitante/mês.
Agência de Notícia da Prefeitura de Foz do Iguaçu -PR
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